quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A Lenda do Penedo Rebolão

Conta a lenda, que há muito tempo, perto da Citânia de Sanfins, havia um penedo muito grande e leve como um novelo de lã, parecia uma pedrinha do mar: o penedo Rebolão.
Uns meninos pastores que tomavam conta do gado gostavam muito de ir brincar com esse penedo.

Esse penedo parecia estar enfeitiçado, sempre que os meninos tiravam-no do sítio e ele voltava para o seu sítio, habitual.
Todas as tardes acontecia o mesmo. Até que uma tarde foi diferente, um lavrador sem pedir autorização aos pastores carregou o penedo até à sua carroça puxada por bois. Os rapazes esperavam que ele viesse novamente para o seu lugar, mas ele nunca voltou.
O lavrador era de Negrelos e tinha vindo de Eiriz.
O lavrador levou o penedo até uma ponte de Negrelos e deitou o penedo Rebolão no rio Vizela, dessas águas saiu uma jovem que lhe disse:
“-Quebraste-me o encanto. Há muito que isto deveria acontecer. Adeus, que vou para a minha terra.”
E nunca mais uma única pessoa viu a moura e o penedo.

Texto: Leonor Sousa

Ilustrações: Alunos do 3º ano

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Lenda do Penedo Vazado


Há muitos anos um lavrador que vivia em Eiriz, ia habitualmente levar o seu rebanho a pastar nos montes da Citânia de Sanfins. Aí os animais ficavam a pastar até à hora do jantar.
Todos os dias uma vaca do seu rebanho, desaparecia por algumas horas, mas bastava que o pastor se zangasse e prenunciasse algumas palavras, a vaca regressava sossegada e farta de pastar, pelo meio das giestas e tojeiras do Penedo Vazado.
O lavrador andava desconfiado e achava que era obra do diabo, pois via a sua vaca sumir – se pelo chão abaixo.
Certo dia o lavrador decidiu agarrar-se á cauda da sua vaca consegui-la até descobrir o que a vaca fazia quando se ausentava.
A vaca assustada começou a saltar até ao Penedo Vazado e o lavrador, passou por um caminho escuro até que parou num largo e viu um lindo palácio. O chão era coberto de ricos tapetes e do tecto caíam pingantes de ouro e cristal.
De repente, apareceu uma senhora idosa com alguns alimentos para oferecer á vaca e trazia também consigo uma tigela, esta senhora tinha um aspecto de uma feiticeira.
Sentou-se num banco, ao pé da vaca, e c sem se aperceber da presença do lavrador começou a mugir a vaca.
O lavrador apesar de estar encantado com os tesouros que havia no palácio, não foi capaz de retirar algumas peças desse tesouro, pois tinha medo de se perder e de não conseguir regressar para casa.
Logo que a velha acabou de mugir a vaca, esta começou novamente a correr, passando pelos mesmos caminhos escuros.
Todas as riquezas lá ficaram, ao fundo da mina do penedo vazado.
O lavrador, assim que se viu a salvo, fora da mina, desatou a correr pelas bouças fora, e não quis mais saber da sua vaca.
Ainda hoje, em noites de luar, a vaca aparece a pastar na encosta da Citânia de Sanfins…mas agora é vigiada por uma encantadora donzela que vive certamente no palácio encantado.

Alunos do 4º Ano da EB1 de Confraria nº1

Lenda da Fonte da Moura


Há muitos, muitos anos, uma menina Moura estava a lavar as suas enxadas, ancinhos e outros instrumentos agrícolas, que eram tão amarelos como o ouro, numa presa que ficava na encosta da Citânia de Sanfins.
De repente apareceu um rapaz que pretendia soltar a água da presa, mas a menina pediu- lhe para esperar um pouco até ela terminar de lavar os instrumentos agrícolas.
O rapaz não atendeu ao pedido da moura, então ela pronunciou algumas palavras, lançando um feitiço à água da presa.
A lavadeira prometeu que nunca mais ninguém chegaria a regar com a água desta fonte.
O rapaz, que ficou assustado e muito pálido, desatou a fugir pois pensava que era obra do demónio.
O castigo não tardou...
Dias depois, o rapaz voltou à presa pois pretendia regar os campos, mas verificou que a água já não corria como anteriormente.
O rapaz ficou à espera que a água voltasse a correr pelos campos, mas isso não aconteceu.
Então reparou que o rego por onde corria a água apenas estava orvalhado e mais espantado ficou ao ver que a pouca água que nascia, logo desaparecia por entre as pedras.
O camponês lembrou-se das palavras da moura: «...nunca mais ninguém regará com esta água... nem uma erva...».
Se esta história é verdadeira ou não, não sabemos, mas ainda hoje não se aproveita a água da fonte, pois ela desaparece a poucos passos da nascente.

EB1 Confraria nº 1 – Sanfins de Ferreira

A Lenda do Penedo do Sino




Há muitos anos, no lugar de Bustelo que fica para os lados da Citânia de Sanfins vivia uma menina com o pai. Eles tinham um rebanho que o levavam a pastar pelos montes de Sanfins, e entre este havia uma cabrinha leiteira. Um dia a menina entrou no estábulo para mugir a cabrinha, e viu sobre um penedo um sardão muito bonito, que brilhava.
Tornaram-se tão amigos, que um dia a menina quando ia mugir a cabrinha, apercebeu-se que o sardão estava com uma cara muito triste, ela com pena do seu amigo, ofereceu-lhe uma malga de leite, e a partir desde dia, passou a dar-lhe leite todos os dias.
Mas ao longo do tempo, a sua cabrinha tinha menos leite.

Um dia, a menina entrou no estábulo e viu o sardão transformado num lindo rapaz, que lhe disse:
- Não tenhas medo. Sou o mesmo. Por ti eu consegui, consegui mesmo! Toma lá isto, é o meu talismã, daqui a quatro meses põe o talismã aqui neste penedo. Ele transformar-se-á numa chave, e debaixo da qual estará uma fechadura. Pegas na chave e abres a fechadura.
-Sabes porque é que fiquei assim?
- Não!
-Foi porque os meus pais saíram de Portugal e deixaram-me enfeitiçado, naquele réptil. E se tu não manteres isto em segredo ficarei réptil outra vez.
E nesse momento o menino partiu para as terras Mouras ao encontro da sua família.
A menina colocou o talismã ao pescoço e nunca mais o tirou. Ao longo do tempo ela ia se tornando mais bonita e toda a gente a admirava.
Até que um dia o pai perguntou lhe qual era o segredo deste seu sucesso.
Ela então questionou o pai perguntando-lhe:
-Pai, à quanto tempo a nossa cabrinha deixou de dar leite?
-Ó minha filha já lá vão uns quatro meses.
-Então anda comigo.
Pelo caminho a menina contou tudo ao pai. Quando chegou ao penedo, a menina fez tudo o que o seu amigo disse. Tornaram-se ricos, muito ricos, com o dinheiro as jóias e o ouro que o penedo tinha dentro.
Ainda hoje existe esse penedo, e ainda hoje se encontra oco como um sino.

Alunos do 4º Ano da EB1 de Confraria nº2

A princesa e o garfo



Era uma vez um reino onde as pessoas comiam com as mãos, todos os alimentos, desde batatas a peixe. Nesse reino, lá no castelo, também todos comiam com as mãos e depois limpavam-nas aos seus fatos, as moscas ficavam com eles e o rei matava as moscas com uma palma e dizia:
-Toma lá que é para aprenderes.
Mas a princesa, como era limpinha, ficou farta do que estava a acontecer e então decidiu pensar. Depois foi ter com o senhor José e contou-lhe tudo e o senhor José perguntou:
-Como quer fazer isso?
A princesa encolheu o dedo polegar e esticou e separou os outros quatro. Depois explicou:
-Vês! É assim o que eu quero que tu faças, por favor!
-Qual é o nome que queres dar a isso?
-Pensei em garfo. O que achas?
Isto porque a princesa para além de ser limpinha também é educada.
-Eu gosto, acho bem.
No dia seguinte a princesa foi ver o José de novo e reclamou-lhe:
-Não queria um tão grande, faz-me um mais pequeno, por favor.
No outro dia a princesa voltou lá e o senhor José deu-lhe o garfo. A princesa quando chegou a casa para comer só conseguiu espetar o garfo nas ervilhas e nos bocadinhos de carne muito pequeninos. Nesse mesmo dia a princesa foi dizer ao senhor José que queria um do tamanho da sua mão. No dia seguinte a princesa teve um garfo como queria e até com a parte que se segura de marfim. Estava toda contente e nesse dia comeu sem ter de sujar as mãos. Toda a gente teve de limpar as mãos aos seus fatos excepto a princesa que se chamava Helena. O rei teve que enxotar as moscas a bater a palma. Mas o rei achou injusto e então foi pedir ao senhor José para também lhe fazer um mas de ouro. No dia seguinte a princesa e o rei comeram com os seus garfos e os outros tiveram de limpar as suas mãos aos seus fatos e depois tiveram moscas à sua volta. A rainha também quis ter um garfo e então pediu ao senhor José para lhe fazer um de ouro, mas depois preferiu um de prata com desenhos de flores e de folhas. No dia seguinte a princesa, o rei e a rainha comeram de garfo. Quando acabaram de comer, a rainha e a princesa foram brincar á cabra cega, enquanto o rei matava as moscas que os príncipes tinham. Mais tarde o rei mandou chamar um senhor para criar a seguinte lei: Todas as pessoas têm de comer de garfo. O senhor foi-se embora no seu cavalo branco e as pessoas que viviam no castelo disseram:
-O meu vai ser de ouro!
-O meu de marfim!
-O meu de prata!
-O meu de diamantes!
-Que patetice, os nossos são especiais porque a princesa Helena foi quem o inventou, a rainha porque é rainha e eu porque sou rei, todos os meus súbitos vão ter um de bronze. -Respondeu o rei.
Os porcos e as galinhas tentaram comer de garfo mas não conseguiram e ficaram com as moscas a seu lado.

Fim
Roda dos alimentos realizada com o contributo de todos os alunos da escola, cada aluno pintou e colocou um alimento na roda.

A biblioteca


A biblioteca



A biblioteca é a casa dos livros, é uma casa encantadora que trás muitos sonhos adoráveis.
Lá sinto-me em liberdade, pois quando leio os livros de encantar ou de aventuras parece que estou mesmo na história, parece que estou dentro dos livros.
Quando chego à biblioteca faço silêncio e procuro livros para ler.
Uma vez encontrei um livro que adorei e esse livro chamava-se «O mundo da Mafalda», era banda desenhada! Quando o encontrei comecei logo a ler, e adorei-o.
Eu gosto da biblioteca, de encontrar livros que nunca pensei encontrá-los, sentir-me em liberdade e amar os livros.


Leonor Martins