quarta-feira, 25 de março de 2009

Semana da Leitura






A semana da leitura foi comemorada nesta escola com diversas actividades de promoção do livro e de leitura.
Começamos a semana com um recital de poesia, em que todas as turmas e alunos participaram, estudando previamente uma poesia da sua autoria ou de um escritor escolhido. Para a realização desta actividade contamos também com a colaboração dos professores das actividades extracurriculares, que foram solicitados previamente para apresentaram trabalhos desenvolvidos nas suas aulas. Assim a abertura, foi feita pela turma do 4º ano com um Hino ao Livro: «O livro é um amigo». Aproveitamos também o momento para dar a conhecer a toda a escola, as poesias das Quatro Estações, acompanhadas pela musica de Vivaldi, apresentadas anteriormente na Poesia ao Entardecer promovida pela Biblioteca Escolar da EB2,3 de Eiríz, no passado dia 30 de Janeiro durante a comemoração dos 10 anos desta biblioteca.


















No segundo dia desta semana, os alunos do 3º ano apresentaram um teatro de fantoches acompanhado por um musical de flautas, preparado nas aulas de música sendo a sua dramatização promovida nas actividades semanais da Hora do Conto. Posteriormente seguiu-se a dramatização da Lenda das Sete Cidades, actividade esta igualmente preparada durante a Hora do Conto, após a leitura exploração e ilustração do livro com o mesmo título do Plano Nacional de Leitura. No final das dramatizações, os alunos que não tiveram a oportunidade de recitar as suas poesias no dia anterior, por motivos diversos, aproveitaram para concluírem a actividade com a recitação de duas poesias.
Durante esta actividade contamos com a presença dos Professor José e da Professora Dulce, representantes do conselho Executivo. Presença esta que muito nos honrou.
Após o término da actividade os alunos deslocaram-se para a sala e ilustraram as histórias que assistiram.


O terceiro dia da semana foi dedicado à família, e contamos com a ilustre presença de dois avós, o Senhor Manuel avô da Filipa do 1º ano e o Senhor Reinaldo Campos avô do Pedro do 2º ano, para contar aos nossos alunos histórias da suas Infâncias.
Para assistir a esta actividade, com a duração aproximada de 1hora, dividiram-se os alunos em dois grupos, o 1º e 2º Ano num grupo, e 3º e 4ºano noutro.
Assim o Senhor Reinaldo começou por contar a História da Galinha Medrosa, a qual os alunos ouviram com muita atenção. De seguida o Senhor Manuel, teve a oportunidade de contar «A Fábula da Serpente e o Homem» e o conto do João Pateta, uma versão popular do conhecido conto «O Pedro Malas-artes», que captou surpreendentemente a atenção de todos os alunos, principalmente com o ultimo conto.
Terminamos esta Hora do Conto com os Avós, com a oferta de um livro realizado pelos alunos, de Lendas de Portugal e da sua Terra e de um diploma de participação. Foi um momento agradável, de troca de conhecimentos, experiências e afectos, criando-se mais uma vez uma aproximação saudável entre a família e a escola, e que toda a comunidade educativa presente valorizou bastante.





Na quinta - feira, terminamos a semana com o Chá de Letras; onde todas as turmas num horário pré definido tiveram a oportunidade de se deslocar à biblioteca para ler um livro enquanto bebiam o seu chá e comiam um bolinho com uma mensagem sobre a importância da leitura.
Os professores também tiveram o seu momento de Chá de Letras, durante o intervalo onde puderam trocar ideias e experiências sobre as suas leituras e conhecerem alguns livros.
O jardim de infância desta freguesia também foi convidado a participar nas actividades promovidas, no entanto como o tempo não permitiu, na segunda feira dia 9 de Março, puderam assistir à dramatização da História da Carochinha e a Lenda das Sete Cidades.
Considero que esta semana foi gratificante para todos, na medida em que mais uma vez contribuímos para a motivação e criação de bons leitores.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Recital de poesia na EB2,3 de Eiriz




A biblioteca da EB2,3 de Eiriz comemorou no dia 30 de Janeiro os seus dez anos de existência com um recital de poesia. Durante esta actividade, vários alunos do agrupamento tiveram a oportunidade de recitar uma poesia. Os alunos da nossa escola também quizeram estar presentes e mostrar o seu melhor, apresentando poesias sobre as quatro estações do ano.











quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Feira de Outono


A compota de abóbora
Na minha escola fizemos compota de pêra.
Os alunos do 3º ano ajudaram a descascar as pêras.
Colocamos a fruta numa bacia e depois de ser lavada, pesamos as pêras e por fim metemo-las dentro de uma panela juntamente com o açúcar (o mesmo peso de pêras em açúcar), um pau de canela e o sumo de limão.
A fruta cozeu durante algum tempo.
Quando a compota ficou pronta metemos em frascos de vidro.
Depois colocamos uma etiqueta e pusemos o nome da compota e o seu desenho.
Mais tarde a dona Odete fez outras compotas de outros sabores que também ficaram uma delícia.

Susana 3º ano




Sanfins de Ferreira





A nossa escola, fica situada na freguesia de Sanfins de Ferreira, concelho de Paços de Ferreira e distrito do Porto.
Nesta freguesia, existe um monumento muito importante: A CITÂNIA DE SANFINS.
Antes de Cristo nascer, a Citânia, foi povoada pelo povo Celta e Ibero.
Este povo vivia no alto da montanha e eram distribuídos por diversos núcleos familiares, formando a Citânia.
Dedicava-se à caça; à pesca e à criação de gado.
Uma das actividades mais importantes era a exploração do ferro, fazendo utensílios para a guerra (ex: espadas e punhais), e para a agricultura (ex: martelos e picos) e outros objectos de decoração (ex: para o cabelo e roupa); esta actividade deu o nome à nossa região, pois era conhecida na época por terra de ferreiros, dando origem ao nome de Sanfins de Ferreira.
Trabalhavam o barro, fazendo peças para o seu dia – a – dia (ex. taças para beber a pedra.
As mulheres dedicavam-se à agricultura, à recolha de frutos e tecelagem, pois teciam o linho com que fabricavam as roupas.
Alimentavam-se durante grande parte do ano de pão feito a partir da farinha de bolota.
Junto á Citânia, existe um balneário, onde os habitantes tomavam banho de vapor, apenas em dias especiais, como em vésperas de combates, na entrada na idade adulta e outros…
Também à entrada da Citânia havia uma estátua de um guerreiro, que tinha como principal função a chefia e protecção contra os invasores.
Alunos do 4º ano da EB1 de Confraria nº2

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A Lenda do Penedo Rebolão

Conta a lenda, que há muito tempo, perto da Citânia de Sanfins, havia um penedo muito grande e leve como um novelo de lã, parecia uma pedrinha do mar: o penedo Rebolão.
Uns meninos pastores que tomavam conta do gado gostavam muito de ir brincar com esse penedo.

Esse penedo parecia estar enfeitiçado, sempre que os meninos tiravam-no do sítio e ele voltava para o seu sítio, habitual.
Todas as tardes acontecia o mesmo. Até que uma tarde foi diferente, um lavrador sem pedir autorização aos pastores carregou o penedo até à sua carroça puxada por bois. Os rapazes esperavam que ele viesse novamente para o seu lugar, mas ele nunca voltou.
O lavrador era de Negrelos e tinha vindo de Eiriz.
O lavrador levou o penedo até uma ponte de Negrelos e deitou o penedo Rebolão no rio Vizela, dessas águas saiu uma jovem que lhe disse:
“-Quebraste-me o encanto. Há muito que isto deveria acontecer. Adeus, que vou para a minha terra.”
E nunca mais uma única pessoa viu a moura e o penedo.

Texto: Leonor Sousa

Ilustrações: Alunos do 3º ano

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Lenda do Penedo Vazado


Há muitos anos um lavrador que vivia em Eiriz, ia habitualmente levar o seu rebanho a pastar nos montes da Citânia de Sanfins. Aí os animais ficavam a pastar até à hora do jantar.
Todos os dias uma vaca do seu rebanho, desaparecia por algumas horas, mas bastava que o pastor se zangasse e prenunciasse algumas palavras, a vaca regressava sossegada e farta de pastar, pelo meio das giestas e tojeiras do Penedo Vazado.
O lavrador andava desconfiado e achava que era obra do diabo, pois via a sua vaca sumir – se pelo chão abaixo.
Certo dia o lavrador decidiu agarrar-se á cauda da sua vaca consegui-la até descobrir o que a vaca fazia quando se ausentava.
A vaca assustada começou a saltar até ao Penedo Vazado e o lavrador, passou por um caminho escuro até que parou num largo e viu um lindo palácio. O chão era coberto de ricos tapetes e do tecto caíam pingantes de ouro e cristal.
De repente, apareceu uma senhora idosa com alguns alimentos para oferecer á vaca e trazia também consigo uma tigela, esta senhora tinha um aspecto de uma feiticeira.
Sentou-se num banco, ao pé da vaca, e c sem se aperceber da presença do lavrador começou a mugir a vaca.
O lavrador apesar de estar encantado com os tesouros que havia no palácio, não foi capaz de retirar algumas peças desse tesouro, pois tinha medo de se perder e de não conseguir regressar para casa.
Logo que a velha acabou de mugir a vaca, esta começou novamente a correr, passando pelos mesmos caminhos escuros.
Todas as riquezas lá ficaram, ao fundo da mina do penedo vazado.
O lavrador, assim que se viu a salvo, fora da mina, desatou a correr pelas bouças fora, e não quis mais saber da sua vaca.
Ainda hoje, em noites de luar, a vaca aparece a pastar na encosta da Citânia de Sanfins…mas agora é vigiada por uma encantadora donzela que vive certamente no palácio encantado.

Alunos do 4º Ano da EB1 de Confraria nº1

Lenda da Fonte da Moura


Há muitos, muitos anos, uma menina Moura estava a lavar as suas enxadas, ancinhos e outros instrumentos agrícolas, que eram tão amarelos como o ouro, numa presa que ficava na encosta da Citânia de Sanfins.
De repente apareceu um rapaz que pretendia soltar a água da presa, mas a menina pediu- lhe para esperar um pouco até ela terminar de lavar os instrumentos agrícolas.
O rapaz não atendeu ao pedido da moura, então ela pronunciou algumas palavras, lançando um feitiço à água da presa.
A lavadeira prometeu que nunca mais ninguém chegaria a regar com a água desta fonte.
O rapaz, que ficou assustado e muito pálido, desatou a fugir pois pensava que era obra do demónio.
O castigo não tardou...
Dias depois, o rapaz voltou à presa pois pretendia regar os campos, mas verificou que a água já não corria como anteriormente.
O rapaz ficou à espera que a água voltasse a correr pelos campos, mas isso não aconteceu.
Então reparou que o rego por onde corria a água apenas estava orvalhado e mais espantado ficou ao ver que a pouca água que nascia, logo desaparecia por entre as pedras.
O camponês lembrou-se das palavras da moura: «...nunca mais ninguém regará com esta água... nem uma erva...».
Se esta história é verdadeira ou não, não sabemos, mas ainda hoje não se aproveita a água da fonte, pois ela desaparece a poucos passos da nascente.

EB1 Confraria nº 1 – Sanfins de Ferreira